MONOCRATIZAÇÃO DO SUPREMO E COMPORTAMENTO JUDICIAL: A DELIBERAÇÃO INDIVIDUAL É UMA JUSTIFICATIVA OU UMA ESCOLHA?
NOVOS ESTUDOS JURÍDICOS (ONLINE) , v. 26, n. 2, p. 485-507, 2021, 23 página(s)
Por intermédio do método de abordagem indutivo e do procedimento estatístico, o artigo analisa a monocratização do Supremo Tribunal Federal nas perspectivas quantitativa e qualitativa e demonstra como esse fenômeno, oriundo da competência recursal, dominou o controle concentrado de constitucionalidade. Assim, o que antes poderia ser considerado como uma ferramenta de gestão processual a fim de dar vazão ao volume de demandas que chega ao Tribunal, passou a ser utilizado sob outro cenário: houve uma escolha deliberada de os Ministros não deliberarem coletivamente. Isso ocorre porque exacerbou-se o protagonismo individual, decorrente da adoção do comportamento estratégico dos Ministros. Nesse contexto, o Supremo está aprisionado em um formato decisório que despreza a coletividade e elogia o dissenso.
Documento completo Sobre o periódico
Referências citadas
Artigo
O STF e o controle de constitucionalidade: deliberação, diálogo e razão pública
REVISTA DE DIREITO ADMINISTRATIVO , p. 197-227, 31 página(s)
Artigo
Ao relator, tudo: o impacto do aumento do poder do ministro relator no Supremo
REVISTA OPINIÃO JURÍDICA , v. 13, n. 17, p. 268, 2016, 1 página
Artigo
I Relatório do Supremo em Números - O múltiplo Supremo
REVISTA DE DIREITO ADMINISTRATIVO , p. 399-452, 54 página(s)
Artigo
RACIONALIDADE COLETIVA NO STF E PRECEDENTES VINCULANTES: O EXEMPLO DO CONCEITO DE VIDA NA ADPF N. 54
NOVOS ESTUDOS JURÍDICOS (ONLINE) , v. 24, n. 2, p. 536, 2019, 1 página
Artigo
VONTADE DE PODER VERSUS NORMATIVIDADE: O QUE O NAZISMO NOS ENSINA?
NOVOS ESTUDOS JURÍDICOS (ONLINE) , v. 21, n. 2, p. 393, 2016, 1 página