O direito ao esquecimento, a internet e suas interfaces com a sustentabilidade

As transformações tecnológicas, que têm conduzido a humanidade à atual era digital, provocam mudanças nas relações sociais, na política, na economia, na educação e em inúmeras outras searas do convívio humano e demandam do Direito solução por novos meios de pacificação social, uma vez que os antigos já não são mais capazes de mitigar como dantes. O presente trabalho tem por objeto a análise da insustentabilidade do Armazenamento de Dados na Internet para o meio ambiente. Nesse sentido, é estudada a viabilidade do Direito ao Esquecimento enquanto ferramenta para a emergência da Sustentabilidade, o qual tem a capacidade de minimizar a disponibilização de informações pessoais que causam constrangimento aos seus titulares, além de contribuir a efetivação das dimensões ambiental, social e econômica da sustentabilidade. Essa constatação evidencia-se diante da redução dos gastos energéticos e uso de materiais não renováveis, mais qualidade de vida para os cidadãos que preferem não ser expostos à rede mundial de computadores, e a redução dos custos de manutenção dos data centers.
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REVISTA BRASILEIRA DE DIREITO IMED