5 resultados citaram: Educação para a sustentabilidade nos cursos de Administração: reflexão sobre paradigmas e práticas

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Educação para a sustentabilidade: a construção de caminhos no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS)

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) foram recentemente criados no Brasil. Eles têm como objetivo suprir a demanda de mão de obra técnica qualificada, que tem aumentado no país, e agregar qualidade aos currículos, buscando integrar conhecimentos básicos e técnicos e preparar os estudantes para a vida e para o exercício da cidadania. Sendo assim, demonstram em seus documentos ter preocupação com questões ligadas ao desenvolvimento sustentável. Alguns estudos têm apontado a importância da inserção de debates sobre a educação para a sustentabilidade nas instituições de ensino e também nos cursos da área de gestão. Deste modo, o presente estudo tem por objetivo identificar como questões relacionadas ao assunto estão sendo tratadas nos IFs brasileiros, especialmente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Para tanto, foi realizada uma pesquisa de caráter exploratório, delineado por um escopo descritivo, para verificar como a sustentabilidade tem sido abordada nos cursos do IFRS relacionados ao eixo tecnológico gestão e negócios. Para definição dos cursos, utilizou-se como referência o Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia e o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do Ministério da Educação. Observou-se que, apesar do IFRS apresentar em seus documentos uma preocupação com o assunto, não existe uma política institucional que integre as ações relativas à sustentabilidade na organização em geral, sendo que a introdução do tema nos cursos acontece de formas diversas, por iniciativa de alguns professores. Contudo, projetos que buscam a inserção da sustentabilidade em cursos da área de gestão e negócios já podem ser verificados, como os que estão sendo desenvolvidos nos campi Canoas e Osório, que também são apresentados no presente trabalho. É importante salientar que os projetos encontram-se em fase de implementação, o que impossibilita uma avaliação com relação aos seus resultados. Entretanto, estes podem servir de base para ações que podem ocorrer na instituição e de modelo para outros níveis e instituições de ensino.
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Ensino e pesquisa em gestão ambiental nos programas brasileiros de pós-graduação em administração

No Brasil, a educação ambiental tornou-se obrigatória em todos os níveis de ensino apenas a partir de 1999, com a lei nº 9.795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). A área de administração ficou um tanto alheia a esse movimento, talvez pela dificuldade de gestores perceberem que negócios verdes podem ser lucrativos. Só ao compreender que sustentabilidade traz também inovação, é que se verifica que a preservação ambiental e a produtividade empresarial devem andar por caminhos confluentes. Este trabalho visa verificar se tal convergência tem sido sustentada pelo ensino e pela pesquisa em administração, levantando o panorama atual da pós-graduação em administração no que se refere à gestão ambiental. Concluiu-se que, dos grupos de pesquisa registrados no diretório de grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - na área de administração, 25% abordam tópicos ligados à Gestão Ambiental, sendo que 93% desses grupos se iniciaram após 2002, ano em que regulamentada a lei nº 9.795/1999, ficando clara a importância de ações concretas do setor governamental para promover a educação ambiental. Pesquisando-se as grades curriculares das Instituições de Ensino Superior (IES) com programas de mestrado e/ou doutorado reconhecidos/recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), observou-se que 51% desses cursos apresentam tópicos relacionados à gestão ambiental e apenas 6% apresentam alguma das ferramentas a ela associadas. Vinte e cinco porcento desses programas não têm nem grupos de pesquisa nem disciplinas que abordem tópicos de gestão ambiental, salientando a necessidade de novos esforços em nível governamental, talvez na forma de avaliação das IES, para que a administração melhor contribua para a disseminação da sustentabilidade nos setores produtivos. Finalmente, observou-se que, do total de artigos publicados no período 2006-2012 nos seis principais periódicos nacionais da área de administração, 6,2% trataram temas de gestão ambiental. Isso representa evolução em relação aos 2,3% obtidos por Jabbour, Santos e Barbieri (2008) em pesquisa relativa ao período 1996-2005, porém corrobora, com os demais resultados desta pesquisa, que a produção científica nacional de administração em gestão ambiental, embora em expansão, ainda é incipiente.
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Desafios (e dilemas) para inserir "Sustentabilidade" nos currículos de administração: um estudo de caso

Apesar de quase três décadas de intensos debates em torno da temática sustentabilidade, permanecem uma série de indefinições sobre este tema, o que desperta indagações sobre suas delimitações, seus traços definidores, seu potencial de inovação, sua interdisciplinaridade e capacidade de diálogo de suas interfaces com outros campos de conhecimento e de prática. Nesse contexto, este artigo pretende analisar os desafios (e dilemas) enfrentados por uma Instituição de Ensino Superior para inserção da disciplina "sustentabilidade" no curso de administração. Isto se reflete nas estratégias e práticas tanto no âmbito da gestão empresarial, como no que tange ao projeto pedagógico e às práticas de ensino de aprendizagem utilizadas para a formação de futuros administradores. Assim, a construção do artigo está baseada em pesquisa bibliográfica, documental, entrevistas e na vivência dos autores como docentes no curso de administração, selecionado por conveniência. Organizaram-se os dados e as informações da experiência, por meio de estudo de caso em um contexto de pesquisa exploratória. Diferentes variáveis de inserção da temática de sustentabilidade foram analisadas, envolvendo desde as disciplinas que contemplam o projeto pedagógico e seus conteúdos até a análise das estratégias didático-pedagógicas adotadas. Nesta direção, a experiência analisada revelou que permanecem desafios para a implementação de projetos pedagógicos que privilegiem novos modelos de ensino-aprendizagem e sobretudo exigem novas competências na formação docente. Deste modo, mudanças em direção à sustentabilidade requerem mais do que apenas repensar o conteúdo dos currículos de ensino ou assinar acordos internacionais. Exigem das instituições compromissos mais profundos para se transformarem em comunidades-aprendizes que trabalham em prol da sustentabilidade. A análise aqui empreendida revela que é necessário criar uma agenda institucional em que se busca "aprender para a sustentabilidade" como forma de a IES ensinar, aprender e atuar. Também evidencia que a universidade (em especial as escolas de administração) é um local privilegiado, que pode contribuir para o desenvolvimento de práticas, atitudes e comportamentos inovadores em todos os ambientes onde o futuro administrador possa estar envolvido.
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Teoria da aprendizagem transformadora: contribuições para uma educação gerencial voltada para a sustentabilidade

O presente estudo teve como objetivo geral compreender processos de aprendizagem transformadora - que objetivam transformações conscientes nos quadros de referência dos indivíduos, por intermédio da reflexão crítica sobre pressupostos - ocorridos entre gestores. Investigou-se a percepção destes acerca do impacto de problemáticas contemporâneas, enfocando, em especial, questões relacionadas à sustentabilidade. Além disso, discutiu-se o papel da educação gerencial na conscientização desses profissionais quanto à sua responsabilidade no desenvolvimento da sustentabilidade. Para a realização da investigação, foi adotado o método de história de vida. Essa abordagem metodológica favorece o estudo de processos de aprendizagem gerencial, possibilitando a contextualização pessoal, histórica, social, institucional e política das narrativas. Foram entrevistados sete gestores, e teve-se a preocupação de contemplar ambos os gêneros, diferentes faixas etárias e formações superiores, experiências em funções e setores diversos, e a realização de cursos de mestrado em diferentes instituições, obtendo suficiente riqueza de dados para análise e para a consecução do objetivo estabelecido. Os achados em campo revelam que a teoria e os processos de aprendizagem transformadora: 1. não podem ocorrer de modo individual, em meio a pressões sociais e corporativas contrárias, mas sim como um processo de transformação coletiva, compartilhado por outros, em meio a mudanças sociais e culturais; 2. abrem possibilidades para uma formação gerencial que vise a posturas mais críticas e reflexivas, levando em consideração a subjetividade dos indivíduos e visões mais inclusivas e participativas, tal como requer a educação para a sustentabilidade; 3. possibilitam a inserção crítica do gestor na sociedade, incorporando, no processo de ensino e aprendizagem, as dimensões socioeconômica, política, cultural e histórica, além das dimensões intelectual, afetiva e moral e não apenas as materiais, favorecendo o desenvolvimento da sustentabilidade. Sugere-se a realização de pesquisa-ação, em que se incorporem os fundamentos da teoria da aprendizagem transformadora em programas de educação gerencial que promovam a sustentabilidade, dados os potenciais benefícios da reflexão crítica para a consecução dos seus objetivos.
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Influência do Conhecimento sobre Sustentabilidade nas Atitudes, Comportamentos e Consumo de Estudantes de Administração

O objetivo deste artigo é avaliar o conhecimento sobre Sustentabilidade dos alunos do curso de Administração de Empresas de uma universidade privada paulista e a influência deste em suas atitudes, comportamentos e consumos sustentáveis. Com base nas respostas de 131 alunos da pesquisa quantitativa (survey) desenvolvida, constatou-se, por meio da Modelagem de Equações Estruturais (MEE), que há influência do conhecimento sobre Sustentabilidade nas atitudes, no comportamento e no consumo dos alunos. Contudo, não se confirmou a influência da atitude no consumo. No cursopesquisado, o tema Sustentabilidade tem sido abordado, porém não em uma disciplina específica, mas de maneira fragmentada em diversas disciplinas, de forma transversal. Esta pesquisa contribui tanto para o meio acadêmico quanto para a sociedade, no sentido de propor à universidade pesquisada, bem como a outras públicas ou privadas, que alterem no Projeto Pedagógico de Curso (PPC), as linhas pesquisas voltadas à Sustentabilidade, e insiram atividades de extensão que visem à transformação das atitudes em comportamentos e práticas sustentáveis dos alunos, agindo como cidadãos.