2 resultados citaram: Transformando o discurso em prática: uma análise dos motivos e das preocupações que influenciam o comportamento pró-ambiental

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Costume de casa vai à praia?

Esta pesquisa objetiva investigar a atitude e o comportamento do turista de sol e praia em relação à sustentabilidade, verificando a influência da atitude e do comportamento habitual no comportamento em viagem. Para tanto, realizou-se esta pesquisa em Jericoacoara, situada no Estado do Ceará, nordeste brasileiro. A pesquisa é caracterizada como quantitativa, realizada por meio de survey e foi aplicada com 188 turistas de sol e praia. Os resultados evidenciam que as atitudes sustentáveis influenciam o comportamento sustentável em viagem, de modo que a atitude de crença antropocêntrica teve efeito negativo, enquanto as atitudes de crença ecocêntrica relacionadas aos recursos naturais e ao consumo tiveram efeito positivo. No tocante aos comportamentos sustentáveis habituais, verificou-se influência positiva dos comportamentos relacionados à reciclagem, economia de água e energia e limpeza urbana no comportamento sustentável em viagem.  Dessa forma, pode-se compreender que o indivíduo que apresenta atitudes e comportamentos sustentáveis em seu cotidiano tende a estendê-los a diversos ambientes, confirmando o ditado popular de que “costume de casa vai à praça”, no caso, à praia.
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Ensino e pesquisa em gestão ambiental nos programas brasileiros de pós-graduação em administração

No Brasil, a educação ambiental tornou-se obrigatória em todos os níveis de ensino apenas a partir de 1999, com a lei nº 9.795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). A área de administração ficou um tanto alheia a esse movimento, talvez pela dificuldade de gestores perceberem que negócios verdes podem ser lucrativos. Só ao compreender que sustentabilidade traz também inovação, é que se verifica que a preservação ambiental e a produtividade empresarial devem andar por caminhos confluentes. Este trabalho visa verificar se tal convergência tem sido sustentada pelo ensino e pela pesquisa em administração, levantando o panorama atual da pós-graduação em administração no que se refere à gestão ambiental. Concluiu-se que, dos grupos de pesquisa registrados no diretório de grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - na área de administração, 25% abordam tópicos ligados à Gestão Ambiental, sendo que 93% desses grupos se iniciaram após 2002, ano em que regulamentada a lei nº 9.795/1999, ficando clara a importância de ações concretas do setor governamental para promover a educação ambiental. Pesquisando-se as grades curriculares das Instituições de Ensino Superior (IES) com programas de mestrado e/ou doutorado reconhecidos/recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), observou-se que 51% desses cursos apresentam tópicos relacionados à gestão ambiental e apenas 6% apresentam alguma das ferramentas a ela associadas. Vinte e cinco porcento desses programas não têm nem grupos de pesquisa nem disciplinas que abordem tópicos de gestão ambiental, salientando a necessidade de novos esforços em nível governamental, talvez na forma de avaliação das IES, para que a administração melhor contribua para a disseminação da sustentabilidade nos setores produtivos. Finalmente, observou-se que, do total de artigos publicados no período 2006-2012 nos seis principais periódicos nacionais da área de administração, 6,2% trataram temas de gestão ambiental. Isso representa evolução em relação aos 2,3% obtidos por Jabbour, Santos e Barbieri (2008) em pesquisa relativa ao período 1996-2005, porém corrobora, com os demais resultados desta pesquisa, que a produção científica nacional de administração em gestão ambiental, embora em expansão, ainda é incipiente.