Linguagem Corporal na Prática Jurídica
JUSTIÇA DO DIREITO (UPF) , v. 40, n. 2, p. 284-304, 2026, 21 página(s)
O artigo analisa a linguagem corporal como dimensão comportamental relevante na prática jurídica contemporânea, especialmente no contexto da boa-fé objetiva, da cooperação processual e da ética profissional. O problema de pesquisa consiste em investigar de que modo gestos, posturas e olhares influenciam a construção da credibilidade e da confiança nas negociações jurídicas e na interação processual. A pesquisa possui natureza qualitativa, com abordagem jurídico-dogmática e hermenêutica, fundamentada em análise bibliográfica e documental da doutrina civil e processual, da teoria da comunicação não-verbal e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta-se que a linguagem corporal não constitui critério autônomo de validade jurídica, mas integra a dimensão fática da conduta exteriorizada, podendo reforçar a percepção de boa-fé, cooperação e integridade profissional, desde que respeitados os limites epistemológicos da interpretação gestual.
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