ENTRE REIFICAÇÃO E RECONHECIMENTO: A NEGAÇÃO DA CONDIÇÃO HUMANA NA RACIALIZAÇÃO DA PESSOA NEGRA
REVISTA ELETRÔNICA DIREITO E POLÍTICA , v. 21, n. 1, p. 252-268, 2026, 17 página(s)
Contextualização: o artigo investiga a reificação da pessoa negra como mecanismo de negação da condição humana, articulando a teoria do reconhecimento de Axel Honneth com contribuições hermenêuticas, filosóficas e jurídicas. Parte-se da compreensão da reificação como processo de instrumentalização das habilidades humanas, no qual o sujeito racializado é destituído de sua dignidade e reduzido à condição de “coisa”.
Objetivos: Objetiva-se sustentar que essa dinâmica racialista afeta não apenas quem sofre a discriminação, mas também quem a pratica, instaurando uma experiência compartilhada de abjeção e desumanização mútua.
Metodologia: Partindo de uma metodologia crítico-hermenêutica centrada na teoria crítica de Honneth, em diálogo com autores como Mbembe, Gadamer, Saavedra e Barzotto, demonstra-se que a negação do reconhecimento gera implicações éticas, ontológicas e jurídicas, tornando o direito um campo decisivo para a reconstrução da dignidade negada.
Resultados: Sustenta-se, ao final, que superar a lógica da reificação racial exige mais do que reconhecimento formal: demanda a escuta ética do outro e a reconstrução de vínculos intersubjetivos baseados na alteridade e na solidariedade.
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