Eficiência técnica dos Institutos Federais de Educação Profissional e Tecnológica
Administração: Ensino e Pesquisa , v. 27, n. 1, 2026
Visando mensurar a eficiência técnica dos Institutos Federais brasileiros entre os anos de 2018 a 2023, utilizou-se a DEA pelo modelo BCC orientado aos outputs. As entradas consideradas foram: gastos correntes por aluno, índice de titulação do corpo docente e relação matrícula por professor. Como variável de saída, relação concluintes por matrículas. Os resultados revelam que a Pandemia de Covid-19 não afetou diretamente o grau de eficiência técnica dos mesmos, que já vinha apresentando queda e fechou a série com média de 0,67, abaixo daquela obtida em períodos anteriores. Ainda assim, alguns desempenhos se destacam e servem como benchmarks, especialmente instituições da Região Norte do país. Dessa forma, esse estudo contribui para a literatura de avaliação de políticas públicas, demonstrando que o aumento dos gastos correntes por matrícula não implica necessariamente em maior eficiência e a inexistência de relação direta entre a eficiência técnica e o índice de eficiência acadêmica. Por fim, a análise dos benchmarks também serve como um ponto de partida para que os institutos que apresentam desempenho inferior possam aprimorar suas realidades, tendo a oferta de cursos online, abertos e massivos, de forma isolada ou complementar aos demais cursos regulares, surgido como uma boa prática.
Documento completo