5 resultados citaram: A terceira margem do rio dos estudos críticos sobre administração e organizações no Brasil: (re)pensando a crítica a partir do pós-colonialismo

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Gestão, história decolonial e literatura: Macunaíma como personagem antropofágico para (re)pensarmos a crítica nos Estudos Organizacionais

Diante do contexto assimétrico de poder na produção de conhecimento e na perpetuação institucional da colonialidade na área dos Estudos Organizacionais (EOR), a nossa reflexão neste artigo apresenta duas contribuições gerais a partir da articulação entre os âmbitos da gestão, história e literatura. De início, perguntamos como poderíamos repensar a crítica nos Estudos Organizacionais (EOR) a partir do olhar histórico-decolonial frente à realidade da gestão local que constitui nossas demandas empíricas. Assim, resgatamos a obra literária “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, escrito por Mário de Andrade, e o conceito de antropofagia, para propormos projetos epistemológicos críticos que compreendam o descompasso epistêmico entre o Norte e o Sul Global. Argumentamos que o constructo de gestão “às avessas e sem caráter” fornece um potencial teórico de interpretação da gestão praticada no Sul Global, a qual compreende elementos de não unicidade identitária, de um “entre lugar” moderno/colonial conflituoso e ambíguo, além de reverberar traços antropofágicos que demarcam a gestão tropical mediante à transculturação, flexibilidade, adaptabilidade e miscibilidade. Ao final, mostramos como nossas experiências anteriores com organizações das culturas populares nos possibilitou apresentar a ambivalência analítica e pluriversal da gestão local através de traços organizacionais derivados da ancestralidade, cotidiano, misticismos e transmissão de saberes pela oralidade.
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Subalterno pode escrever! Uma contribuição decolonial e interseccional na obra de Carolina Maria de Jesus para os estudos organizacionais

Este estudo tem o objetivo de investigar como é possível estabelecer uma conexão através de algumas características pertinentes nas empresas contemporâneas quanto a abordagem da temática das mulheres negras por meio do estudo da interseccionalidade, como (re)produtor das desigualdades estruturais e sociais na obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus. Apresentando uma abordagem qualitativa, com enfoque exploratório e explicativo, este estudo visa reconstruir, através das reflexões e da prática ao pensamento decolonial, a subjetividade identitária das mulheres negras. Por essa razão, considera-se como o primeiro ponto de partida deste estudo as narrativas de mulheres negras, profissionais de empresas multinacionais, cujas entrevistas foram analisadas segundo a perspectiva da interseccionalidade e da decolonialidade. Quanto à segunda etapa, compreende a legitimidade da escrita concebida por Carolina Maria de Jesus e a sua primeira obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960). A metodologia aplicada é fundamentada no que se almeja aprender com a pesquisa, partindo da análise do conteúdo em ancoragem, por meio da definição das categorizações e alocação das transcrições dos textos em cada uma das categorias estabelecidas em espécie de agrupamento. Assim, as questões enunciadas na obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada” e nas narrativas das entrevistadas, levam a refletir as características da decolonialidade e da interseccionalidade, que estariam presentes nas relações sociais ao longo do tempo. Por fim, cabe registrar que os resultados alcançados contribuem para a perspectiva desta temática nos estudos organizacionais.
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Formação em administração e consciência política de estudantes de graduação

Este artigo visa compreender a formação em Administração e a construção da consciência política das(os) estudantes do Curso de Graduação em Administração da PUC Minas Campus Betim. Os eixos teóricos se baseiam na Pedagogia Crítica de Paulo Freire e no Modelo Analítico de Consciência Política (Sandoval & Silva, 2016). Este trabalho se orientou pela perspectiva crítica, sendo adotada a pesquisa qualitativa e o estudo de caso como estratégia de pesquisa. A coleta dos dados empíricos se deu por meio de pesquisa documental, observação não participante, entrevistas estruturadas e entrevistas qualitativas. Os dados foram analisados pelo método dialético-dialógico freireano. Os resultados evidenciaram que, na formação em Administração, há pequenas faíscas relacionadas ao Ensino. Todavia, devido a um processo de reprodução na formação, o Ensino tem se sobreposto a Pesquisa e a Extensão, e há uma dissociação entre Ensino, Pesquisa e Extensão, refletindo na sedimentação da percepção das(os) estudantes sobre a formação. Em relação a configuração da consciência política, há uma desmobilização concernente a Extensão, os Espaços Formativos e a participação cidadã nos lugares públicos participativos. O estudo contribui ao preencher uma lacuna nos estudos de Ensino Crítico em Administração, uma vez que adotar a pedagogia crítica de Paulo Freire, permite compreender o caráter ético-político da formação em Administração, apesar de algumas pessoas negarem tal politicidade. Além disso, a incorporação do Modelo Analítico de Consciência Política na análise lançou luzes sobre a (des)mobilização das(os) estudantes.
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A colonialidade da organização e regulação do trabalho

Resumo Apresentando a ideia de colonialidade da organização e regulação do trabalho, o artigo pretende levantar potenciais contribuições dos estudos descoloniais para se compreender a corpo-política do conhecimento no Direito do Trabalho e nos Estudos Organizacionais. A partir de pesquisa teórica radicalmente interdisciplinar e epistemologicamente dissidente, pretende-se refletir sobre os modos dessa colonialidade e as potenciais saídas dela nesses dois campos de pretensões ao mesmo tempo críticas e normativas reportados ao universo do poder nas relações laborais.