2 resultados citaram: A Pesquisa Histórica em Administração: uma Proposta para Práticas de Pesquisa

Artigo

Lógicas institucionais na reforma da educação profissional federal brasileira: narrativa histórica do tempo presente (1993-2018)

Este estudo investiga as lógicas institucionais prevalentes nas reformas da educação profissional federal brasileira ao longo do período de 1993 a 2018. Tal recorte temporal se justifica pela quantidade de reformas em curto recorte histórico e pelo impacto das mesmas nos aspectos estrutural, organizacional e pedagógico da educação profissional federal. Para atingir tal intento, empreendeu-se metodologicamente a uma pesquisa qualitativa histórico-hermenêutica. Utilizou-se, como fonte histórica para análise de dados, a consulta ao repertório legal da educação profissional do período estudado, que servem como instrumento interpretativo dos conflitos de poder entre os agentes institucionais do setor. A reconstrução narrativa elaboradaaponta que as mudanças e permanências institucionais dependem dos direcionamentos providos pelos governos em mandato e seus respectivos interesses político-econômicos, permitindo compreender criticamente a dinâmica de reformas em contexto temporal. Os resultados desvelam as lógicas institucionais das ordens do estado burocrático e do mercado, bem como a lógica sociocultural aqui denominada Bacharelismo x Tecnicalismo que lhes trespassa. Ao final do trabalho, apresenta-seumepítome do mesmo, delineando seus limites e indicando futuros horizontes de investigação.
Artigo

A pandemia da Covid-19 teve o rosto da mulher negra: trabalho feminino e interseccionalidades

Este artigo investiga o impacto da pandemia de Covid-19 no trabalho feminino, com foco nas interseccionalidades de raça, gênero e classe social. Utilizando a História do Tempo Presente (HTP), a revisão sistemática da literatura (entre 2020 e 2024) revela três eixos principais de hipervulnerabilidade: a sobrecarga e precarização de trabalhadoras essenciais, como as domésticas e as da área de saúde; o aumento da desigualdade de gênero no meio acadêmico, afetando principalmente professoras e cientistas negras; e a expansão da informalidade, expondo mulheres negras a maiores riscos e à invisibilidade social. Por fim, sugere-se caminhos para pesquisas futuras, como estudos longitudinais para acompanhar a trajetória dessas mulheres, aprofundamento em narrativas pessoais por meio da história oral e a análise comparativa de políticas públicas.