Artigo
Observa-se que, as movimentações estruturais e econômicas, nos grandes centros urbanos, até mesmo nas chamadas regiões metropolitanas, têm afetado mudanças no comportamento social e de deslocamentos. Historicamente as cidades foram constituídas para beneficiar e atender as necessidades dos cidadãos que contribuem financeiramente, esperando um retorno material e imaterial, em seu cotidiano familiar e de trabalho, induzido pelo movimento do capital equilibrado pelos indutores anímicos de associação e da política. Esses dois preceptores, o movimento induzido do capital e os indutores anímicos associativos e da política, travam uma constante luta, quer seja no aspecto legislativo, quer seja no aspecto ativista dos movimentos sociais, para se buscar uma temperança de uma melhor qualidade de vida nos centros urbanos e nas regiões metropolitanas, em um fluxo de peso e contrapeso entre o econômico(material) e anímico(imaterial). Sob essa rédea, este artigo planeja analisar e problematizar, questões sobre o (des)controle estrutural das construções nos centros urbanos, afetando os indutores anímicos da política e da associação em detrimento do capital, causando mudanças, por vezes, imperceptíveis no psicológico, afetando o comportamento social e relacional das pessoas, promovendo distúrbios de ansiedade e tristeza. O fulcro é refletir sobre as velocidades das mudanças estruturais e econômicas nos centros urbanos e nas regiões metropolitanas, sem levar em considerações os aspectos sociais e políticos, o que isso tem afetado no comportamento das pessoas e quais os possíveis direcionamentos que poderia frear ou amenizar possíveis perdas existentes, avaliando os aspectos legais e o papel do estado. A pesquisa utiliza-se do método hipotético-dedutivo, análise qualitativa, exploratória, bibliográfica e legislativa. Em conclusão, diante das mudanças estruturais e econômicas nos centros urbanos e regiões metropolitanas, é evidente que o equilíbrio entre o movimento do capital e os indutores anímicos associativos e políticos é fundamental para promover uma melhor qualidade de vida. O embate entre esses preceptores ocorre tanto no âmbito legislativo quanto no ativismo dos movimentos sociais.