2 resultados citaram: Organizações Outras: Diálogos Entre a Teoria da Prática e a Abordagem Decolonial de Dussel

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Gestão, história decolonial e literatura: Macunaíma como personagem antropofágico para (re)pensarmos a crítica nos Estudos Organizacionais

Diante do contexto assimétrico de poder na produção de conhecimento e na perpetuação institucional da colonialidade na área dos Estudos Organizacionais (EOR), a nossa reflexão neste artigo apresenta duas contribuições gerais a partir da articulação entre os âmbitos da gestão, história e literatura. De início, perguntamos como poderíamos repensar a crítica nos Estudos Organizacionais (EOR) a partir do olhar histórico-decolonial frente à realidade da gestão local que constitui nossas demandas empíricas. Assim, resgatamos a obra literária “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, escrito por Mário de Andrade, e o conceito de antropofagia, para propormos projetos epistemológicos críticos que compreendam o descompasso epistêmico entre o Norte e o Sul Global. Argumentamos que o constructo de gestão “às avessas e sem caráter” fornece um potencial teórico de interpretação da gestão praticada no Sul Global, a qual compreende elementos de não unicidade identitária, de um “entre lugar” moderno/colonial conflituoso e ambíguo, além de reverberar traços antropofágicos que demarcam a gestão tropical mediante à transculturação, flexibilidade, adaptabilidade e miscibilidade. Ao final, mostramos como nossas experiências anteriores com organizações das culturas populares nos possibilitou apresentar a ambivalência analítica e pluriversal da gestão local através de traços organizacionais derivados da ancestralidade, cotidiano, misticismos e transmissão de saberes pela oralidade.
Artigo

Decolonial Studies, Non-Extractive Methods, and Participatory Action Research in Accounting

ABSTRACT Objective: this paper discusses how accounting supports financial capitalism in the Global South through neocolonialist languages and practices, aiming to put forth a decolonial agenda based on non-extractive methodologies to recover alternative knowledge and (re)build new ones. Method: we revisited critical accounting literature, connecting it to decolonial epistemology. We described the assumptions behind different non-extractive methods and contrasted participatory action research (PAR) with different approaches to knowledge production and consumption. We also outlined some PAR operational strategies, discussed action research in management and accounting studies, and examined the potential for a participatory accounting agenda. Results: non-extractive methods can respect and value different worldviews in each social phenomenon. This points to non-traditional and emancipatory research alternatives to produce a new sentipensante in accounting to decolonize knowledge, bodies, and minds. Conclusions: this paper presents PAR as allowing (re)existence of different worldviews by recognizing its ability to recover and rebuild knowledge ‘with’ participants. PAR supports programmatic engagement with subalternized voices to coproduce pluriversality in accounting - instead of reproducing universalisms - and bolsters academics and practitioners to transcend Western modernity.