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Os valores dos administradores de empresas mudam ao longo da carreira? Relações entre prioridades axiológicas e tempo de formado

A hierarquia de valores individuais orienta escolhas, atitudes e comportamentos, inclusive no âmbito profissional. Um aspecto que tem merecido atenção de pesquisadores é compreender em que medida os valores (prioridades axiológicas) de uma pessoa sofrem mudanças ao longo do tempo, em diferentes estágios de sua vida e/ou carreira. Este trabalho teve por objetivo identificar a variação dos valores individuais conforme o tempo de formado de administradores de empresas. Para isso, foi administrado o inventário de valores de Schwartz junto a uma amostra de 179 administradores de empresas, egressos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, formados entre 1967 e 2008. A Anova foi calculada em nível dos tipos motivacionais de valores e das dimensões bipolares. Os resultados indicaram variações no perfil axiológico dos sujeitos, à medida que aumenta o tempo de formado. Essa variação avança da priorização dos valores hedonismo e estimulação (abertura à mudança), nos primeiros anos de formado, para uma ênfase maior nos valores segurança, tradição e conformidade (conservação), em estágios mais avançados da carreira. Também há um deslocamento da priorização de valores que atendem a interesses individuais (no início da carreira) para valores que atendem a interesses coletivos (em estágios posteriores). Outros resultados, bem como implicações e possíveis causas, também são discutidos.
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Ética, Valores Pessoais e a Compra de Falsificados

Tido como um comportamento desviante devido aos seus efeitos econômicos e sociais, a compra de falsificados é um comportamento enraizado e socialmente aceito entre diversos segmentos da sociedade brasileira. O presente estudo se fundamentou nas teorias sobre valores pessoais e ética para compreender e explicar a propensão à compra de produtos falsificados. Para tal, foi realizada uma pesquisa com 479 consumidores mineiros. A análise dos dados envolveu estatísticas descritivas, testes de comparação de média e Modelagem de Equações Estruturais (PLS). Os resultados revelam maior propensão à compra de falsificados entre consumidores com menor escolaridade, renda familiar e faixa etária. Verificou-se a influência positiva da racionalidade teleológica nas atitudes em relação aos falsificados, assim como uma relação negativa entre tais atitudes e a racionalidade deontológica. Sobre os valores pessoais, tem-se que enquanto os tipos motivacionais Estimulação e Hedonismo favorecem tais atitudes, a Autodeterminação e a Realização as inibem.