O NOVO JOGO DO ENSINAR E APRENDER

A IA generativa no ensino superior não é um mero avanço técnico, mas uma reconfiguração profunda do ensinar, aprender e avaliar. O que antes se apresentava como ferramenta emergente tornou-se, em poucos anos, uma presença onipresente no cotidiano acadêmico. Este artigo teórico-crítico e de caráter integrativo, examina a mediação algorítmica como parceiro cognitivo, evitando a terceirização do conhecimento, sob três eixos: reconfiguração pedagógica, crítica sociopolítica e governança institucional. Sob as lentes de Vygotsky, Bloom e Freire, o texto discute o letramento em IA como competência essencial, abordando riscos como a erosão da integridade acadêmica e a homogeneização cultural imposta por dados do Norte Global. Propõe-se um framework que articula dimensões pedagógicas, éticas e institucionais, impactando o design educacional, a formação docente e a regulação. Argumenta-se que a universidade deve reafirmar seu papel crítico ao formular perguntas inacessíveis à máquina, liderando um letramento voltado à justiça epistêmica, inclusão e soberania de dados.
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