3 resultados citaram: Jovens empreendedores e o processo de criação de empresas

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Criação de empresas por mulheres: um estudo com empreendedoras em Natal, Rio Grande do Norte

Empreendedoras iniciam negócios predominantemente nos setores de comércio e serviços (RICHARDSEN; BURKE, 2000; SANNER, 2000; SOLTÉSZ, 2000), sendo geralmente pequenos negócios (BAYGAN, 2000; BOCHNIARZ, 2000; RICHARDSEN; BURKE, 2000; SANNER, 2000; ZAPALSKA, 1997), e a maioria deles não começa com mais do que dez empregados (MORRIS et al., 2006). Mulheres encontram dificuldades para empreender, tais como: longas horas de trabalho, pressões familiares, conflitos com sócios e pouco acesso a financiamentos e redes (LITUCHY; REAVLEY, 2004; MATHEW, 2010; WINN, 2005). No entanto, há pouco conhecimento sobre aspectos associados à criação de empresas. Assim, o objetivo desta pesquisa foi compreender as razões e dificuldades encontradas por mulheres para criação das empresas. Avaliaram-se ainda possíveis associações entre dificuldades, razões e o montante do capital inicial, a idade das empreendedoras, o estado civil, a ocupação anterior e o ano de criação das empresas. A pesquisa foi feita em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A amostra foi constituída por 96 empreendedoras. O instrumento para coleta de dados foi um questionário estruturado. A análise dos dados foi feita por meio da estatística descritiva, incluindo média ponderada, correlação linear e análise de frequências simples. Ademais, utilizou-se a análise de clusters para identificar, por meio do software Statistica 8.0, grupos de atributos similares. Para investigar a relação entre as dificuldades encontradas e o capital inicial, utilizou-se o coeficiente de correlação linear de Pearson, e, para verificar a existência de associação entre as outras variáveis, adotou-se o teste exato de Fisher. No estudo, constataram-se três razões principais para abrir a empresa: "Queria ganhar muito dinheiro", "Estava insatisfeita com o trabalho anterior" e "Queria ganhar dinheiro". As principais dificuldades para a criação das empresas foram: falta de experiência no ramo, filhos pequenos, falta de tempo para participar em redes, dificuldade em obter capital inicial e falta de apoio da família. O montante do capital inicial não apresentou associação com razões ou dificuldades de criação das empresas. Do mesmo modo, a idade das empreendedoras e o ano de criação não mostraram associação com as variáveis dificuldades e razões de criação.
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Apoio das Universidades aos Spin-Offs Acadêmicos nas Fases de Early e Later Stage

Pesquisas sobre spin-offs acadêmicos demonstram diferentes tipos de apoio prestado pelas universidades nas fases de desenvolvimento early e later stage. Este estudo tem como objetivo analisar as formas de apoio concedido pelas universidades aos spin-offs acadêmicos nessas fases de desenvolvimento. Foi realizado um estudo de casos múltiplos com dois spin-offs acadêmicos, um de universidade pública e outro de universidade privada, localizados na cidade de Aracaju, no Estado de Sergipe. Os spin-offs acadêmicos foram selecionados em função da fase de desenvolvimento, um deles com menos de quatro anos de criação (early stage), e outro com mais de quatro anos (later stage). Pode-se observar que o apoio fornecido pelas universidades aos spin-offs analisados foi considerado deficiente nas duas fases. Dessa forma, não foi observado participação ativa da universidade na obtenção de recursos, disponibilização de contatos ou oferta de disciplinas voltadas ao empreendedorismo. O mérito das universidades consistiu na disponibilização das incubadoras e, por meio delas, cursos de capacitação e infraestrutura. Sugere-se que é necessário conscientizar as universidades sobre a importância do estímulo ao empreendedorismo e do suporte da universidade aos primeiros anos do spin-off, que são os mais críticos.