3 resultados citaram: Influência da cultura, dos valores humanos e do significado do produto na predição de consumo: síntese de dois estudos multiculturais na Austrália e no Brasil

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Modelo de influência cultural no consumo: uma proposta baseada em axiomas sociais

Escassos são os esforços no Brasil para investigar as relações entre o comportamento do consumidor e seus valores e suas crenças sociais (isto é, axiomas), embora existam evidências de que, também no país, os valores do consumidor explicam parte do processo de decisão de consumo, o que ajuda a sustentar a validade cultural do modelo das duas rotas (MDR). O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência de aspectos culturais na decisão de compra do consumidor, indo além do MDR e propondo o modelo de influência cultural no consumo (Micc), que analisa a escolha do consumidor baseando-se não apenas nos valores, como também no construto de axiomas sociais proposto por Leung et al. (2002). Para testar o Micc, foi usado como objeto de estudo o mercado de educação superior brasileiro. Participaram 2.483 estudantes distribuídos em todo o país, com idade média de 22,6 anos (DP = 6,9), sendo 59,2% do sexo feminino. Eles responderam a uma medida de importância de atributos tangíveis, ao inventário de valores humanos de Schwartz (1994), à escala de axiomas sociais, à escala de julgamento e significado de serviços, além de dados demográficos. Após a verificação dos pressupostos e aplicação das análises fatoriais (PAF), foram conduzidas regressões logísticas binárias diretas e sequenciais usando somente valores, em seguida somente axiomas e depois, finalmente, valores e axiomas, como as variáveis-critério. Em termos gerais, os resultados apontam a estabilidade do Micc, que demonstrou representar uma alternativa superior ao MDR, após indicar melhoria preditiva de até 89,5%. Discute-se que, enquanto valores são transituacionais e prescritivos, axiomas apresentam-se descritivos, além de cumprirem funções de atitudes relacionadas às descrições de objetos. Cognitivamente, a descrição do objeto social estaria mais disponível que a predição deste devido à maior proximidade dos atributos, possibilitando melhor explicação quanto ao comportamento de consumo. Os resultados têm implicações para um posicionamento mais eficaz no mercado, já que a sobrevivência nele depende também de aspectos subjetivos como aqueles envolvidos no Micc.
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A Configuração da Imagem do Produto na Percepção dos Compradores de Apartamentos

A imagem de um apartamento constitui um construto complexo e multidimensional, baseado na percepção dos consumidores, acerca de significados simbólicos e utilitários. Este estudo busca verificar como é configurada a imagem do produto apartamento, na perspectiva dos moradores e os impactos desta imagem nas suas intenções de compra. Com base no Método de Configuração da Imagem, identificou-se o conceito central de apartamento. Os resultados apontaram que o apartamento pode ser definido como uma moradia que proporciona segurança, praticidade e bem-estar, atrelado à privacidade e à coletividade. Na segunda parte, com base na análise fatorial exploratória e confirmatória, e na modelagem de equações estruturais, foi possível constatar que os significados simbólicos e sensoriais não impactaram nas intenções de compra, ao passo que os significados emocionais e funcionais são determinantes da intenção de compra. Logo, este estudo apresentou contribuições teóricas embasadas por diferentes métodos que suportam a configuração da imagem. Além disso, este estudo contribui para a gestão da indústria imobiliária.
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Consumo de Jornal Impresso e Online: Impresso é Status, Online é Facilidade

Resumo O jornal online tem demonstrado crescente utilização, podendo representar um potencial risco para o mercado de jornal impresso. Para investigar este mercado, o estudo objetiva avaliar como variáveis motivacionais (i.e., valores humanos e axiomas sociais) e os julgamentos afetivo e racional influenciam, comparativamente, o uso de jornal impresso e online. Para tanto, foi adotado o Modelo de Influência Cultural no Consumo (MICC). Foram conduzidas duas etapas com leitores de jornais impresso e online. Uma exploratória, para identificar atributos de jornal, com 11 entrevistas, e outra, por meio de um survey online (N=498), para avaliar as relações entre os construtos do modelo. As análises com Modelagem por Equações Estruturais, identificaram que o uso de jornal é diferente para cada modalidade. Para o jornal impresso, há uma relação afetiva com o produto, mediada pela preferência por jornal impresso. No jornal online, a relação é racional, sob a influência direta da preferência por jornal online. Destaca-se a originalidade da pesquisa ao verificar a perspectiva do consumidor de jornal, identificar idiossincrasias opostas entre as duas modalidades, além de trazer modelos comparativos para este mercado, englobando não apenas atributos de jornal, como aspectos subjetivos ligados ao consumo de jornal.