3 resultados citaram: Fotografias da “Cidade do Sol”: um registro de revelações e ocultações

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Como se move o turismo durante a pandemia da COVID-19?

Este artigo debate as dicotomias entre mobilidades físicas e imagéticas ocorridas na pandemia da COVID-19, considerando as restrições de fluxos de turistas contidos nas barreiras sanitárias e das comunicações turísticas que, ao mesmo tempo que alertam para a necessidade de restrição ao turismo, promovem seus atrativos na perspectiva de retomada da atividade. Para tal, fez-se uma análise de contexto a partir dos conteúdos (tipologia, representação e discurso/interpretação) presentes nos materiais difundidos pela imprensa e pelos órgãos locais das Rotas Turísticas Costa do Sol/Região dos Lagos e São Paulo/Litoral Norte. Os conteúdos empíricos são expostos como exemplos, pois a essência do trabalho está nas dinâmicas e processos das mobilidades que os caracterizam e transmutam. Os resultados corroboram o argumento que as dimensões física e imagética do turismo ilustram dois elementos principais para se (re)pensar o conceito e as práticas mobilidades turísticas. Assim, as contribuições deste trabalho se colocam em duas vertentes: primeiro, no campo teórico-metodológico das mobilidades, ao ampliar a discussão sobre turismo para além da mobilidade física de corpos, orientados pelo Paradigma das Novas Mobilidades; segundo, coloca em discussão vertentes contraditórias sobre as práticas turísticas no presente, podendo orientar a gestão da atividade em função dos desdobramentos da pandemia.
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O Sistema Regional de Inovações do Trio Elétrico e o fomento ao turismo em Salvador-BA: da Fubica ao imaginário da cibercultura

Os processos de criação e ressignificações do trio elétrico e a produção musical de Salvador, capital da Bahia, convidam a refletir sobre o Sistema Regional de Inovação e sua relação com a competitividade turística do destino, considerando desenvolvimento econômico, tecnológico, comportamento social e memórias coletivas. Por essa problematização, objetivam-se identificar especificidades do Sistema Regional de Inovações em torno do trio elétrico; estabelecer sua relação com a competitividade turística de Salvador; e discutir sobre aspectos que influenciam nos processos de inovação. Trata-se de pesquisa qualitativa, orientada pelo método crítico-dialético, enfatizando o materialismo histórico por meio de fontes bibliográfica e documental, além da observação participativa. Os atributos da abordagem do SRI, definido por Hall e Williams (2008), são utilizados como referência estruturante da abordagem. Constata-se que o SRI do Trio Elétrico representa um fenômeno exitoso definido por uma linha evolutiva de inovações formada pela conjunção entre criatividade dos atores sociais, memória coletiva, desenvolvimento tecnológico, cultura local e políticas públicas. Esses fatores definem uma identidade territorial genuína difícil de ser reproduzida em outras localidades. Além disso, promovem atividades preponderantes para a competitividade turística e desenvolvimento local como geração de negócios, produção de conhecimentos específicos e articulação entre instituições e atores sociais.
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Cartografias imaginativas do Brasil nas brochuras turísticas alemãs e francesas: da exotização à mercantilização turística

À luz dos Estudos Culturais e da teoria pós-colonial, o presente estudo propôs-se investigar de que forma a imagem do Brasil em brochuras turísticas que o promovem na Alemanha e na França nas temporadas 2014 e 2015 está condicionada pela mercantilização e exotização. A análise centrada no conteúdo visual das brochuras turísticas permitiu acessar as representações simbólicas envolvidas na percepção do Brasil como um Outro. Além disso, foi possível identificar o que se designou indistintamente, por cartografias ou paisagens culturais imaginativas nas representações do Brasil, centradas em três dimensões: cultura  urbana, cultura rural e paisagem natural e, ainda, uma vertente social e humana. Em linhas gerais, as cartografias ou paisagens forneceram um conjunto de referências responsáveis pela caracterização dos destinos: a cartografia da cultura urbana vinculou-se diretamente com o patrimônio material, as manifestações culturais e os espaços “turistificados” que suportam a atividades; a cartografia  da cultura rural e a paisagem natural relacionaram-se com a forma como a natureza foi representada e as múltiplas possibilidades do visitante vivenciar experiências; já a cartografia social humana ligou-se ao comportamento e estilo de vida do povo brasileiro.