Esboçando as bases do "devido processo cognitivo" Um estímulo à análise processual da formação do convencimento.

O estudo do processo cognitivo que se desenvolve na mente dos juízes antes da elaboração das decisões é de crucial importância em um Estado Democrático. Apesar disto, muitos juristas defendem que esta atividade não pode ser controlada por critérios objetivos, por ocorrer dentro da mente humana. Almejamos provar que os defensores dessas afirmações estão equivocados. Esperamos mostrar que o caminho percorrido pelos juízes para formar seu convencimento é guiado por uma série de normas, as quais, somadas, compõem o que estamos chamando de "devido processo cognitivo". Também pretendemos ressaltar a importância da fundamentação como um meio de garantir a observância dessas normas. Finalmente, concluímos este artigo buscando incentivar os processualistas a desenvolver mais pesquisas na seara da cognição judicial.
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