5 resultados citaram: Anthropocene and “Development”: Intertwined Trajectories Since the Beginning of The Great Acceleration

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Práticas de cuidado multiespécies no antropoceno: compreendendo modos de vida no turismo rural

Este ensaio teórico objetiva discutir como a análise das práticas de cuidado multiespécies pode contribuir para a compreensão de modos de vida via turismo rural no contexto do antropoceno. Foi realizada uma revisão bibliográfica buscando relacionar práticas de cuidado multiespécies no antropoceno e turismo rural. O percurso argumentativo foi realizado da seguinte forma: primeiramente, buscou-se elucidar acerca das práticas de cuidado multiespécies; doravante, foram evidenciadas características que permeiam a prática do turismo rural e, por fim, realizaram-se aproximações entre as práticas de cuidado multiespécies e o turismo rural, com vistas a elucidar formas que permitam melhor compreender o fenômeno considerando-se modos de vida no antropoceno. Sistematizamos a contribuição da nossa análise em três eixos básicos: (1) uma perspectiva do cuidado multiespécies permite ampliar a compreensão da prática do turismo rural ao evidenciar os emaranhados situados e corporificados que constituem plantas, humanos e outros animais; (2) essa ampliação permite levar em consideração teoricamente as agências desses outros seres para pensar formas de vida conjunta; (3) ao mesmo tempo em que mostra que, mesmo em se tratando de práticas de cuidado, essas práticas não são homogêneas nem harmoniosas, mas implicam relações de poder e diferentes graus de vulnerabilidade para humanos e não-humanos. Concluímos que as práticas de cuidado multiespécies podem ser ferramentas analíticas relevantes nos estudos organizacionais sobre o antropoceno, pois contribuem para a compreensão da organização de modos de vida rurais em espaços nos quais o turismo rural é uma prática econômica e cultural relevante.
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Organizar em Ruínas: Contribuições de Abordagens Multiespécies na Administração

RESUMO Objetivo: este ensaio problematiza práticas organizativas destrutivas que produzem e reproduzem espaços em ruínas. Partimos das práticas da indústria mineradora no Brasil, materializadas no rompimento da barragem de Fundão (MG), para teorizar sobre contribuições de abordagens multiespécies para a Administração. Tese: propomos, a partir de diálogos entre estudos organizacionais e estudos multiespécies, a ideia de um organizar multiespécies do espaço que extrapola relações exclusivamente humanas. Consideramos o espaço produto e processo no cotidiano organizacional, mas salientamos as limitações do foco no espacializar humano na literatura. Tratamos o espacializar como uma produção mais que humana de práticas que emaranham seres humanos e atores que compõem ambientes e diferentes espécies de plantas, animais, fungos e outras formas de existência. Com isso, desafiamos certa visão hegemônica na área, sublinhando a importância de uma abordagem mais inclusiva e ética nas práticas espaciais e organizativas. Conclusões: repensamos dinâmicas sociais e organizativas, enfatizando não apenas a atividade mineradora, mas outras práticas corporativas sob uma perspectiva espacializada e mais que humana. O ensaio contribui ontologicamente ao visibilizar a agência de outros seres vivos nos processos e práticas organizativas, metodologicamente ao descentrar o humano na pesquisa e politicamente ao analisar relações assimétricas de poder. Tais contribuições permitem promover uma compreensão mais ampla e responsável das complexas relações entre seres humanos e não humanos em contexto organizacional.
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Organizing in the Ruins: Contributions of Multispecies Approaches in Administration

ABSTRACT Objective: this essay problematizes destructive organizational practices that produce and perpetuate spaces in ruins. Drawing from the practices of the mining industry in Brazil, exemplified by the rupture of the Fundão dam (MG), we theorize about the contributions of multispecies approaches to Administration. Thesis: we propose, through dialogues between organizational studies and multispecies studies, the concept of a multispecies organizing of space that transcends exclusively human relations. We consider space as both product and process in everyday organizational life, yet we highlight the limitations of the human-centric focus in the literature. We conceptualize spacing as a non-human production of practices entangling humans and actors composing environments and various species of plants, animals, fungi, and other forms of existence. Thus, we challenge a hegemonic view in the field, underscoring the importance of a more inclusive and ethical approach to spatial and organizational practices. Conclusions: we rethink social and organizational dynamics, emphasizing not only mining activity but other corporate practices through a spatialized and more-than-human perspective. The essay contributes ontologically by making visible the agency of other living beings in organizational processes and practices, methodologically by decentering the human in research, and politically by analyzing asymmetric power relations. Such contributions enable the promotion of a broader and more responsible understanding of the complex relations between humans and non-humans in organizational contexts.
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Organizing-with Nature: A Study on the Ecologies of Practices in Brazilian Conservation Units

ABSTRACT Objective: this article aims to investigate the ways in which organizing-with nature is mobilized within the ecologies of conservation/preservation practices in Brazilian conservation units (CUs). Theoretical approach: drawing inspiration from Donna Haraway and Isabelle Stengers, we propose a perspective on organizing that blurs the boundaries of the nature-culture divide. Guided by the understanding that all organizing is inherently organizing-with - necessarily involving practices of composition - and that certain modes of organizing give rise to more-than-human modes of existence and frictions between diverse worlds, we introduce the notion of organizing-with nature as an analytical-conceptual tool for understanding the ecologies of conservation/preservation practices within CUs. Method: the empirical body of the study was constructed through semi-structured interviews with individuals directly involved in conservation/preservation work in Brazilian CUs. The data were analyzed qualitatively in dialogue with literature reviews and documentary research. Results: organizing-with nature in CUs is mobilized through the coexistence of more-than-human life forms within the ecologies of conservation/preservation practices. In these ecologies, the frictions between worlds generate zones of mutual capture and constraint, whose outcomes are deeply entangled with relationships of territorial belonging. Conclusions: this article contributes to the field of organizational studies by discussing how organizing processes are (re)produced in becoming-with, within the relational networks that emerge from the frictions among ecologies of conservation/preservation practices. Finally, we explore the cosmopolitical implications of our study for addressing the complexities involved in the management of conservation units.
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Organizar-com a Natureza: Um Estudo com as Ecologias das Práticas nas Unidades de Conservação Brasileiras

RESUMO Objetivo: o objetivo deste artigo foi investigar os modos pelos quais o organizar-com a natureza é mobilizado nas ecologias das práticas de conservação/preservação em unidades de conservação (UCs) brasileiras. Marco teórico: nos inspiramos em Donna Haraway e Isabelle Stengers para propor uma perspectiva de organizar que borra as fronteiras da cisão natureza-cultura. Nessa inspiração, ao entendermos que todo organizar é um organizar-com, implicando necessariamente práticas de composições, e que há modos de organizar que engendram modos de existências mais que humanos e atritos entre mundos diversos, propomos a noção de organizar-com a natureza como ferramenta analítico-conceitual para a compreensão das ecologias das práticas de conservação/preservação nas UCs. Método: o corpo empírico foi produzido a partir de entrevistas semiestruturadas com pessoas que trabalham diretamente com as práticas de conservação/preservação em diferentes UCs brasileiras, e analisado qualitativamente em diálogo com levantamentos bibliográficos e documentais. Resultados: o organizar-com a natureza nas UCs é mobilizado no coexistir de vidas mais que humanas nas ecologias das práticas de conservação/preservação. Nessas ecologias, os atritos entre mundos produzem zonas de entrecapturas e restrições, cujos desdobramentos estão intimamente implicados nas relações de pertencimento aos territórios. Conclusões: este artigo contribui para o campo dos estudos organizacionais ao discutir modos pelos quais os processos organizativos são (re)produzidos em devir-com, nas redes de relações que emergem dos atritos de ecologias de práticas voltadas para a conservação/preservação ambiental. Por fim, discutimos as implicações cosmopolíticas de nosso estudo para as complexidades que envolvem a gestão das UCs.